quinta-feira, 25 de março de 2010


Nasci no outono
Deve ser por isso
Que sou pausa
Quaresma em ritos
Coberta de roxo
Como santos

De vida ortogonal
Olho de soslaio
Lugares secretos
Observo palavras
Próprio do meu viver
Captar segredos
Do legado a mim reservado

Para meu gozo
E desassossego
Não chego dentro de mim
Razão maior
De voltar sempre

3 comentários:

Amapola disse...

Bom dia.
O nosso "eu" é infinito.
Belo poema!

Um abraço.

Marcelino Tostes Padilha Neto disse...

Os outonos se encontram em uma certa estação de um ano qualquer... ou não! rsrsrsrsrs
Bjão, minha querida poeta que pira minhas estações!

Débora Lyrio disse...

Ei, tudo bem?
Que lindo o seu texto.
Você me permite fazer uma intertextualidade com ele?
visitem também o meu blog. www.deboralyrio.blogspot.com
Eu me identifiquei com o texto por que nasci no outono.
Abraços