segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Sobre o fim

Quando eu estiver pronta,
mortalha sobre a mesa,
deixe-me ser levada
por um barco de papel.

Que isso aconteça
numa manhã de inverno.
Estarei com o corpo limpinho,
fresco como lavanda de alfazema.

No convés, espalhem música
e nada de choros, flores,
crucifixos ou velas.
Irei apenas me transformar em borboleta.
É assim que acontece com fim
e ninguém acredita.

Um comentário:

JURANDYR antonio disse...

cara amiga...tambem determinei muita musica no meu ultimo dia nessa terra...Beatles de preferencia,Jobim...etc