domingo, 13 de setembro de 2009

O Ipê





Perto da minha casa tem um ipê roxo. Meio bandido, esconde-se o ano inteiro. No final de agosto e em meados de setembro, vence a praça sem pedir licença. Tudo fica roxo: o céu, o chão, meu olhar. Neste espaço de bad boys, good boys, senhoras e cães, levanto bem cedo cato flores, beijo seu manto de dor.

Não o vi crescer, assim como não percebi as direções que o vento levava-me, por falta de tino. A gente pasma pelas besteiras do dia-a-dia. É morte sinistra, blocos de dor na tela da tevê. O que preciso é juntar as flores do ipê e colá-las no meu tronco enrugado.

Hoje meu jardim é público, tão público que não posso aguar. Eu que tive margaridas, um jasmim e alecrim só pra mim, marco hora para paquerar o tal ipê.

3 comentários:

Izabelle Costa disse...

Flores em vasos, a solução!
Lindo, tia!

Mistérios, Magias ou Milagres. disse...

Aqui na minha cidade nesta época do ano o Ipê amarelo, vermelho e roxo prevalece nas ruas e praças da cidade, ano passado até saiu no fantástico. Amo flores, tenho muitas orquídeas. Parabéns seu blog é maravilhoso amei cada palavra sua. Abraços Heudes.

Walter.Jabuka disse...

SOBRE O IPE...APENAS E TÃO DEVAGARZINHO VOU DIZENDO..QUE É PARA NÃO ESQUECER..MUITO BONITO, PRINCIPALMENTE A COMPARAÇÃO OU COMENTARIO SOBRE OS BLOCOS DE TEVE, AS VEZES OU QUASE SEMPRE SOMOS COMPRIMIDOS A NOS VOLTAR QUASE QUE EXCLUSIVAMENTE A BANALIZAÇÃO OU A MESMICE DE TODOS OS DIAS..MUITAS VEZES PELO HABITO CONSTANTE QUASE QUE INCRUSTADO EM NOSSAS MENTES..ELA JÁ NEM PENSA MAIS, DE VEZ EM QUANDO NOS DEPARAMOS COM COISAS BELAS E NOS DAMOS CONTA QUE PODEMOS MAIS..ERECEMOS MAIS...PARABENS!!!