domingo, 11 de outubro de 2009


Passageiro

Tenho gotas acumuladas num pote
Não são fragrâncias de flores
Apenas pequenos guizos
Que correm frouxos
Pelos rios dos meus olhos

Nos cansamos tão rápido
Nem tive tempo
De guardar tua imagem
No porta-retrato
Ensinou-me a direção dos ventos
Esqueceu-se de dar-me o leme
De minha nau voadora

Talvez me encontre
Na calçada de relance
No próximo inverno
Estarei menos aflita
E muito cansada
Dos mistérios que o esconde

Teu pouso em mim
Desassossegou-me
Não sei lidar com a ausência
Preciso ser rebocada
Tomar o rumo
Buscar outro furacão
Menos breve
Mais intenso.







2 comentários:

Silvana Nunes .'. disse...

Maravilha o seu cantinho.
Clicando daqui, clicando dali, cheguei até você.
Gostei do seu cantinho. Eu não estou podendo ler tudo de uma vez porque a tela do computador atrapalha um pouco a minha visão, mas certamente voltarei mais vezes. O meu oftamologista pediu que desse um tempo da telinha... e eu sou fraca ?
O meu território já está demarcado.
Convido a conhecer FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... em http://www.silnunesprof.blogspot.com
Saudações Florestais !

Izabelle Costa disse...

Tia, será que eu entendi bem?
É recente este poema,não é?
Sossegue que o vento lhe trará outros momentos bons...
Mil beijos