quarta-feira, 14 de abril de 2010

Primeiro ato

Eu não sou senão estátua
Flash a espera
Da ordem relâmpago
Daquele que me conduz
E seduz

Pelo dentro
Pelo fora
Guardo existências
Sob a ponta do punhal
Rasgo ventres
Sou torre
Arco
Alvo
Abade
Em tudo embate

Sabedor de mil faces
Não sou apenas uma estátua
Tenho braços largos
Falsos choros
Escaneio vidas
Sou código
De mil olhos
E deliberadamente
Minto

Sou mito
Arena
Pilhéria
Para o seu gozo
Estou aqui
A tirar minhas máscaras.

Um comentário:

Vivianne disse...

Seus versos sempre de um jeito trôpego na hora certa. bj