sábado, 6 de março de 2010

deploração


Eu sou apenas assim...
veia que pulsa
sílabas ao léu
labirinto de medos
Orfeu sem lira

quieta devoro mágoas
quebro vidraças
desfio em meadas
parcas lembranças

e se me desconheço
é porque sou mil
faces cheias de sonhos
a contemplar os infernos alheios

2 comentários:

Cláudio J. Gontijo disse...

Fátima.

Biólogo/professor, percorro várias páginas que me parecem interessantes. Desejo divulgar um espaço ecológico (Verde Vida), com imagens e textos relacionados à causa ambiental.

Sua escrita é sensível e forte. Parabéns!

Felicidades em sua jornada!

Marcelino Tostes Padilha Neto disse...

Pois é, difícil comentar assim essas pérolas poéticas que a Fátima nos dá! Hj descobri que ela é uma periquita! kkkkkkkkkkkk uma periquita dessas de realejo que vai tirando poesias do tabuleiro e cada uma é uma mágica, uma mensagem de pura sensibilidade, maturidade, romantismo, memória dos tempos de infância, fogo e paixão! Nem mais me surpreendo... só abro o bilhete escolhido e me embriago sorvendo o frescor de suas palavras! Ainda bem q ela não nasceu para dirigir! kkkkkkkkk
Bjão, poeta minha!